‘Trem da alegria’ volta a circular em Itatiba e quem paga é a população
A Câmara de Itatiba escreveu mais um triste capítulo em sua história durante a noite de quinta-feira (6), ao aprovar o Projeto de Lei 57/2025 que trata da criação de novos cargos em comissão na administração municipal.
De acordo com o vereador Igor Hungaro, do PDT, serão criados 38 novos cargos, que irão onerar os cofres públicos em R$ 6 milhões por ano. O projeto não fala em números, mas diz que haverá desmembramento de secretarias, ou seja, mais cargo de secretário para virar moeda de troca e de secretários adjuntos, para pastas que ainda não os possuem, e de assessores de gabinete.
Enquanto o município terá mais esse custo, muitos cidadãos reclamam do atendimento na saúde, relatam problemas na educação, sem citar que novamente o prefeito Thomás Capeletto (PSD) fez uma proposta patética aos servidores municipais, que estão em momento de campanha salarial. Aumento real de salário de 0,17% é algo pífio e o reajuste no vale alimentação chega somente a 5%.
Durante a votação chamou a atenção as ausências dos vereadores Cornélio da Farmácia (PL) e Vinícius Costa (PT). O destaque negativo ficou para Luciana Bernardo (PDT), que votou favorável ao esdrúxulo projeto. A edil, que em suas redes diz defender minorias, votou junto com a base de apoio do chefe do executivo, que é toda composta por partidos da extrema direita e direita, ou seja, parlamentares que são totalmente contrários as pautas que ela diz defender.
Luciana, que na legislatura anterior em muitos momentos esteve ao lado da população, dessa vez ajudou a cravar pregos contra a boa parte dos habitantes que carece de serviços públicos de qualidade e com seu voto contribuiu para criação de cargos que nada mais são a continuação do famigerado “trem da alegria” de outrora, em governos de amigos muito próximos do atual alcaide.
Enquanto Luciana contribuiu para o prosseguimento do “trem da alegria” em Itatiba, ela também ajudou a aumentar ainda mais a mancha no nome do PDT, que um dia teve em seus quadros Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. Ao menos, seu colega de partido, Igor Hungaro, votou contrário ao patético projeto. Ele ainda fez campanha nas redes contra a aprovação de algo que somente onera os cofres públicos.
O espanto maior em relação ao voto favorável da vereadora dá-se em razão do atual prefeito itatibense ser de um partido de direita, que flerta claramente com a extrema direita, e em suas redes demonstra abertamente ser complacente com o atual governo do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem praticado um enorme desgoverno no estado com privatizações, desmonte da educação e brutalização das forças de segurança.
Vale ressaltar que dos atuais 19 parlamentares itatibenses, fora as duas ausências registradas anteriormente, e o voto contrário do pedetista Hungaro, outro edil que repudiou o bizarro projeto foi Cadu, do PRD.

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