A pseudodemocracia estadunidense
Para muita gente, quando se fala em democracia, a primeira ideia que vem à mente refere-se a famigerada liberdade de expressão, como se um país democrático fosse um ringue de vale tudo e que regras são uma afronta a liberdade dos cidadãos. Muitos se esquecem que toda sociedade é regrada e quem acompanha luta, mesmo a denominada de vale tudo, sabe que há regras e quem fere é punido.
Quando o Brasil diz que há necessidade em regrar as redes sociais que são presentes em quase 100% dos lares brasilianos, sempre há um determinado grupo que esperneia e diz que o país vive uma ditadura e usam de um tópico presente na constituição de um outro país, os Estados Unidos, que para o grupelho da extrema direita, é visto como o arauto da justiça e da liberdade de expressão.
Para esse grupo, o Brasil deveria virar um Estados Unidos ou ser uma colônia do país do tio Sam. É nesse momento que eles esquecem, ou fingem esquecer, que enquanto nosso país discute medidas que visam coibir crimes virtuais, quem tem censurado o próprio povo e turistas, é o próprio governo estadunidense, que determinou a quem pretende trabalhar ou estudar naquele país, terá que deixar todas as redes sociais públicas para serem averiguadas e se há textos que criticam o governo ou apoiam causas que vão contra o interesse daquele grupo político.
É um paradoxo, a terra da “liberdade de expressão”, a terra das oportunidades”, faz uma regra que dificulta a entrada de pessoas de várias regiões do mundo, apenas por questões de diferença de pensamento. A extrema direita age dessa maneira, a liberdade precisa existir para que eu faça tudo o que quero, mas se alguém faz algo contrário, esse não pode ter a chance em fazê-lo.
E a democracia estadunidense deixa espaços enormes para ser criticada, ainda mais quando a extrema direita que por lá ocupa o poder atualmente, fere direitos de boa parte de seus cidadãos e de pessoas que por lá habitam há tempos. Além disso, é preciso lembrar da questão da eleição, que não é de forma direta, como ocorre por aqui, o voto de um cidadão tem peso diferente de outro e sem citar que a democracia deles “olha” de maneiras diferentes de acordo com seu interesse internacional e sempre busca interferir em lugares que também não estão de acordo com o que eles determinam.
A democracia não é o melhor regime, mas é o menos ruim. A democracia permite que seja criticada, enquanto outros regimes não. Mas exaltar a democracia estadunidense e dizer que aqui, Brasil, vivemos uma “ditadura”, é demonstrar toda boçalidade e o complexo de vira latas.
Ainda sobre os Estados Unidos, que querem de toda maneira determinar quem deve ou não ter um arsenal atômico, que divide países em amigos e inimigos, vale lembrar que apenas eles usaram, até os dias atuais, a bomba atômica, construíram o Saddam Hussein e foi responsável pela criação do líder Al Qaeda e seus asseclas. E mesmo com tudo isso, haverá aquele que irá defender o governo estadunidense e irá comprar o discurso pronto da mídia hegemônica.

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