A patética fuga de Eduardo Bolsonaro
O deputado federal pela Estado de São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PL), mesmo nunca tendo morado em nosso estado, foi o mais votado para a Câmara em 2018 e reeleito deputado em 2022 sem nunca ter tido aprovado um projeto ou algo que contribuísse diretamente para melhoria das condições de vida da população. A questão que fica é: por que ainda parte de nós, paulistas, insistimos em eleger pessoas como ele?
Eduardo Bolsonaro, vulgarmente chamado de bananinha, sempre foi um bravateiro com discursos tão rasos quanto a profundidade de um pires, mas que chama muito a atenção de uma parcela das pessoas que votam em nosso estado, principalmente daqueles que defendem o uso da força ao invés de qualquer diálogo e medidas de civilidade para resolver questões complexas de nosso meio social.
Há cerca de dez anos tive o desprazer de ouvi-lo em um evento na cidade na qual habitava, Itatiba. Ele fez um discurso paupérrimo, proferiu várias ofensas a professores e os acusava de doutrinadores. Atacava Paulo Freire sem nunca ter lido qualquer página escrita pelo grande pensador brasileiro, um dos homens mais estudados em muitas universidades mundo afora.
É esse ser que até algum tempo posava com uma camiseta com a imagem de Brilhante Ustra, um dos seres mais abjetos da história não apenas de nosso país, mas da história da humanidade. Esse mesmo deputado defendia que um soldado e um cabo dariam conta de fechar a suprema corte brasileira, o STF (Supremo Tribunal Federal) e dizia que direitos humanos deveriam ser apenas para humanos direitos, o que demonstra totalmente sua boçalidade.
Pensem em um parlamentar que nada tem a acrescentar? Esse é Eduardo Bolsonaro. Que desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, no final do ano passado, tem demonstrado todo seu patriotismo, não pelo Brasil, mas pelo país que até hoje é conhecido como imperialista. Eduardo Bolsonaro tem mais viagens para os Estados Unidos neste ano do que para qualquer lugar de nosso território. Ele demonstra ser um verdadeiro sabujo estadunidense, e ainda tem coragem de bater no peito sobre isso.
A estultice do parlamentar da extrema direita é tamanha que ele pensa que o Brasil é uma colônia do país da América do Norte. Esquece, ou não sabe, que nosso país tem autoridades constituídas, é soberano. Mas para o “astuto” Bolsonaro, o presidente estadunidense ou a Justiça de lá, que contém muitos membros da extrema direita, podem agir em nosso país. O que ele faz é crime, é ser traidor da pátria.
É devido as atitudes pueris e criminosas do parlamentar que um grupo de deputados acionou a Justiça para que ele responda por crime de lesa pátria. Devido a esse fato, mesmo não sendo acusado de participar do plano de golpe em 2022, nem ter sido envolvido no processo, ele grita aos quatro cantos que nosso país vive um estado de exceção e que está sendo perseguido politicamente.
Essa acusação ao judiciário brasileiro é mais uma de suas bravatas e na terça-feira, o homem que tem como ídolo um torturador e que defende a ditadura militar, disse que irá se exilar nos Estados Unidos. Ele licenciou-se de seu cargo como parlamentar por quatro meses. Não deve receber os proventos e diz que dessa maneira poderá lutar contra a ditadura de Alexandre de Moraes.
As declarações do parlamentar beiram o delírio de alguém que está completamente fora de si e não tem noção nenhuma do que diz. Ao invés de “asilo”, Eduardo Bolsonaro deveria passar por um tratamento de saúde mental, pois seu comportamento é débil e demonstra que ele está completamente descolado da realidade brasileira.
Espero que o até breve do parlamentar seja um até nunca mais! Ele poderia nos fazer um favor de viver para sempre na terra do Tio Sam, mas antes, deveria apenas levar o resto de sua família obtusa e inútil para que todos se divirtam nos castelos sem qualquer enquanto da paupérrima Disneylândia. Até nunca, parlamentar!

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