Não há tortura em sala com ar condicionado e advogados ao lado
Após a Procuradoria Geral da República (PGR) enviar a denúncia de Jair Bolsonaro (PL) e de mais 33 pessoas, entre elas gente do alto escalão das forças armadas, no início da última semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou o sigilo da delação premiada realizada pelo ex braço direito de Bolsonaro, Mauro Cid. A partir da liberação dos vídeos, o surto psicótico e distorções pipocam entre os bolsonaristas que, mais do que nunca, demonstram que vivem descolados da realidade.
Entre os pífios argumentos apresentados pela trupe bolsonarista, está uma aberração gigantesca. De acordo com eles, Mauro Cid fez sua delação mediante tortura e a todo momento sofreu violência psicológica para falar o que o ministro Moraes queria ouvir. Isso parece narrativa de torcedor que vê seu time jogar mal, tem sido presa fácil para o adversário, mas insiste em colocar a culpa na arbitragem.
Ao vermos o vídeo e estarmos atentos as imagens e falas, o que o ministro do STF faz é colocar as cartas na mesa e explicar ao delator como funciona a famigerada “delação premiada”. Mauro Cid é um cara que merece décadas de prisão, mas como topou participar do programa, Moraes deixa claro a ele que em suas primeiras falas, o tenente-coronel não teria dito a verdade e que as informações passadas por ele não estavam de acordo com o que a Polícia Federal havia investigado até então.
Importante ressaltar que uma delação premiada para valer a quem se propõe participar, precisa ter lastro com a realidade e com outras investigações. Mauro Cid receberá o “prêmio” se o que ele disse for corroborado pelos levantamentos feitos até então. Ao contrário da Lava Jato que não tinha essa preocupação, ao menos por enquanto, é possível notar que a delação é mais um ponto de confirmação das denúncias contra os acusados.
É devido a maneira cristalina e com firmeza de um juiz em sua fala, que os bolsonaristas começaram a espernear contra a delação de Cid. Ela é uma parte do processo, anulá-la em nada ajudará a aliviar a situação dos acusados. Mas o grupelho delirante fala em terrorismo, tortura psicológica etc. Mas quando observamos as imagens, é possível ver o tenente-coronel em uma cadeira confortável, trajado de maneira adequada para a situação e com dois advogados criminalistas ao seu lado.
Quem acompanha filmes de guerra, de máfia, conversou com torturados e torturadores sabe muito bem que as imagens podem demonstrar tudo, menos que em algum momento houve qualquer tipo de tortura. Cid fala tranquilamente e os advogados apenas acompanham o declarante. Em nenhum momento seus defensores fazem qualquer menção de que o cliente estava sendo coagido ou pressionado.
O que vemos da parte bolsonarista é um desespero, um comportamento pueril que busca lutar contra os fatos. As imagens são cristalinas, a denúncia está muito bem embasada e há provas, muitas produzidas pelos próprios bolsonaristas. Há vídeos, documentos, cartas, mensagens em aplicativos.
Mas um dos caras mais delirantes em todo esse episódio é o filho de Jair e deputado federal por São Paulo, mesmo nunca tendo morado no estado, Eduardo Bolsonaro (PL). Acredito que esse rapaz fugiu da escola e desconhece completamente a história de nosso país. É preciso questionar qual parte de que o Brasil é um país soberano ele não entendeu. O Brasil deixou de ser colônia de Portugal há séculos, mas Eduardinho insiste em ir aos Estados Unidos quando algo que vai contra sua família não sai de acordo com o que eles querem.
O Brasil é um país independente e soberano! É muito estranho um sujeito que se diz “patriota” agir contra seu povo, pensar que somos colônia dos Estados Unidos e pedir sanções contra o próprio país. Que patriotismo é esse? Esse tipo de ação demonstra apenas a infantilidade que tem feito parte cada vez mais de nosso dia a dia e também da política. A sabujice de Bolsonaro e seus asseclas, demonstram o quanto eles são pseudopatriotas, que há entre eles somente interesses de cunho pessoal, nada de coletivo. A extrema direita é abjeta!

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