Governador de São Paulo promove ataques contra a educação

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem promovido ataques constantes à educação pública estadual. Um dos primeiros golpes desferidos foi em relação a privatização de 33 escolas que ainda deverão ser construídas.  

Há cerca de duas semanas, foi realizado o leilão que deixará a construção e a administração de dezenas de estabelecimentos de ensino nas mãos da entidade privada. Em 25 anos o governo estadual deve repassar mais de R$ 3 bilhões de dinheiro público para a entidade privada. Importante destacar que quando escrevo dinheiro público, é referente ao montante que você, eu e todo cidadão repassa ao estado por meio dos impostos. Ao invés desse recurso voltar para nós, Tarcísio repassa para entidade privada. 

O governo destaca economia para o erário público, mas, na realidade, economia de dinheiro significa precarização dos serviços, afinal, quem irá trabalhar nas escolas privatizadas, irá receber salário menor do que um servidor de carreira, além de outras situações que contribuirão para um atendimento ainda pior do que o prestado atualmente. 

Com essa “parceria” entre público e privado, apenas os acionistas das empresas envolvidas no processo irão lucrar, enquanto quem necessita do serviço essencial que é a educação, que de acordo com a Constituição brasileira diz que é algo de dever do estado, receberá um serviço ainda mais precário comparado com o atual. 

Além da privatização de dezenas de escolas, Tarcísio, que muitos chamam de “o exterminador do futuro”, nas últimas semanas também apresentou um novo cronograma para as escolas estaduais a partir do próximo ano.  

De acordo com resolução da Secretaria da Educação, que tem à sua frente Renato Feder, a partir de 2025, a grade estadual terá menos aulas de história, geografia e ciências, para ter ligeiro aumento nas disciplinas de matemática e português, com ênfase para as aulas de “educação financeira”. 

E como se não bastasse, enquanto parte da população nos últimos dias tem debatido a questão da escala 6 x 1, o desgoverno paulista aproveita para passar a “boiada” contra a educação e na última semana, sua base de apoio na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), aprovou o corte de mais de R$ 11 bilhões de verba para a educação. 

O projeto foi aprovado em primeiro turno. A lei determina que 30% do orçamento estadual seja destinado para educação, mas o governo diz que não há dinheiro suficiente para a saúde e que precisa reduzir de 30% para 25% a verba da educação. 

 Todavia, o mesmo governo, que diz que falta verba para saúde, abre mão de dinheiro ao aprovar isenções fiscais para vários setores da economia, entre eles o agronegócio, entenda-se grandes latifundiários produtores de monocultura. Estima-se que as isenções para determinados setores seriam suficientes para atender as necessidades da educação e saúde. 

Mas os ataques ainda não param por aí. O desgoverno ainda planeja vender terras de centros de pesquisa e também diminuir verba para as universidades públicas estaduais. E um ponto que chama muita atenção, é que, mesmo com todos esses ataques, a grande mídia, a famigerada mídia hegemônica, nada fala sobre a liquidação do Estado de São Paulo.  

Nós, paulistanos, padecemos e vimos os governos do PSDB destruir paulatinamente o denominado estado mais rico da nação. Foram quase três décadas de tucanos no poder. Mas, em dois anos, o atual desgoverno tem se apresentado com sanha ainda pior do que seus antecessores.  

E para encerrar os tristes relatos, há ainda os que chamam esse desgoverno de moderado e a mídia hegemônica o vê com possibilidade de concorrer à presidência em 2026. Pobre São Paulo, pobre Brasil!

Foto: Reprodução ICL/Redes Sociais.

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