Sai Canibal Vegetariano e entra Dinossauro Banguela

No mês no qual o fanzine/blogue Canibal Vegetariano completa 16 anos, ele sai de cena e dá lugar ao Dinossauro Banguela. Para quem não conhece, o fanzine Canibal Vegetariano foi criado em 2008, dentro de uma redação de jornal.

Ele foi pensado para ser um tabloide impresso apenas com notícias e novidades sobre bandas independentes, mas àquela época, os blogues eram uma novidade, e assim que foi lançada a primeira edição impressa, em outubro de 2008, meu camarada Vinícius França, que havia topado participar do projeto, deu a ideia de fazermos um blogue, para que fosse possível divulgar o maior número de entrevistas e resenhas possíveis. 

O tempo passou e o zine foi impresso até 2014. Ao final desse ano, entrou em hiato, afinal, precisou ser deixado de lado após grave crise financeira que acometeu nosso país logo após a reeleição da então presidente Dilma Rousseff. O blogue também seguiu o mesmo caminho. 

Textos apareceram por lá (blogue) de maneira esporádica entre 2015 e o início deste 2024. Acredito que o Canibal cumpriu seu papel. Foi um zine que chegou a todos os estados brasileiros e a todos os continentes desse planeta. Por meio dele foi possível criar o blogue e também um programa de rádio web, que antes chamava-se A Hora do Canibal e há pouco mais de dois anos atendemos pelo nome de 3 Notas: Música, Política e Futebol. 

E o Dinossauro Banguela nasce da necessidade de não levantar nenhuma bandeira, de não ter compromisso com necessidade diária de alguma informação ou algum delírio. O Dinossauro Banguela nasce para falar de tudo e ao mesmo tempo não falar sobre nada. O Dinossauro Banguela tratará de assuntos sobre política, música, futebol, sempre além das quatro linhas, filosofia, religião, assuntos banais do cotidiano e todo tipo de temáticas. Ao mesmo tempo que você poderá ler algo sobre um tema considerado sério, nesse mesmo espaço poderá ter piadas ruins e humor totalmente sem graça alguma.  

O Dinossauro Banguela nasce da necessidade de alguém que está “atolado” de tarefas, mas que ao mesmo tempo sente que não tem produzido nada, absolutamente nada. E talvez seja esse nada que incomode tanto...  


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