A pseudomoralidade e as eleições
Findou-se as eleições municipais e novamente a pseudomoralidade de parte de nossa sociedade veio à tona. A palavra corrupção é algo que dá asco de tanto que foi proliferada nos últimos anos e muita gente se deixou levar por ela. Mas, como sempre temos que ter os dois pés atrás com as pessoas que se apresentam como arautos da moralidade, os resultados do segundo turno do pleito eleitoral mostram que há muitas razões para isso.
Entre essas razões está a quantidade de pessoas que são investigadas e suspeitas de envolvimento em crimes, de diversos tipos, entre outras formas de irregularidades. Mas essas situações parecem que não incomodam, principalmente quando o postulante a determinado cargo, concorre para ser o chefe do Poder Executivo.
Campanhas foram realizadas em todas as regiões do Brasil, mas é óbvio que algumas se destacam, devido a uma eleição estar sempre ligada a uma vindoura. A cidade de São Paulo, a maior da América Latina, teve o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) reeleito, mesmo que pese contra ele várias denúncias, investigações por envolvimento com o denominado crime organizado e sem citar a quantidade de problemas graves que parte da população sofreu e tem sofrido.
A capital paulista deixa um recado no qual demonstra que corrupção, suspeita de envolvimento com o crime e não ser um bom “gestor”, não tem problema algum, o problema é quando o candidato ou candidata é radical, e ser radical é ir à raiz do problema com o intuito de resolver a equação.
Mas o radicalismo que os pseudomoralistas dizem é que o candidato ou candidata é a favor do aborto, das drogas e contra a igreja. A maioria dessas informações é distorcida e por meio delas os arautos da moralidade se travestem de pessoas religiosas, brincam com a fé de parte da população e ainda a usam como subterfúgio para conseguir angariar votos para seus projetos de poder e depois prejudicar essas mesmas pessoas com serviços públicos precarizados.
O pleito encerrado há pouco ainda irá gerar muitos debates ao longo da semana e serviu para demonstrar que a questão não é o crime, mas quem o comete. Se ele é criminoso ou suspeito, mas fala de maneira exacerbada em Deus e família, não há problema algum. O problema é se a pessoa defende melhoria dos serviços públicos e não acredita que a individualização da sociedade irá solucionar nosso problema.
Outra questão é o quanto à questão ideológica afeta o comportamento de certas pessoas. No dia da eleição paulistana, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), cometeu crime eleitoral e foi denunciado por isso. Teremos que aguardar como a Justiça irá agir. Mas como ele é da extrema direita e seu comportamento demonstra que de moderado não tem nada, é preciso aguardar, pois a população com sua pseudomoralidade e a “sede” em acreditar em falsas notícias para dar razão às suas crenças, jamais entenderão o crime que ele cometeu.

Comentários
Postar um comentário